segunda-feira, 14 de julho de 2014

Sozinha, solta e louca.

Perdi meus passos pela vida
Fui transtornada e fui mudada
Cambaleando pela Avenida
Sozinha, solta, louca...


Calma gente, não tô com dorgas...
Buenas, ultimamente tenho umas inspirações meio doidas, que se você olha sem ver sente que parece que eu tô dorgada, mas não é isso não.

Hoje, por exemplo, queria escrever uma poesia e saiu essa coisa meio Amy Winehouse aí em cima. Tudo bem, você pode não gostar, mas eu gostei, eu gosto das coisas que eu escrevo (essa é a parte ''fui mudada''). Eu gosto muito de escrever e poesia tem sido uma parte linda da minha vida, sério. Essa aí meio Amy eu já ia começar a completá-la... dizendo que nas avenidas da vida parei em uma porta, alguém abriu, e enfim, eu iria estar aos pés da cruz ou algo parecido, como sempre faço. Mas daí apaguei tudo e parei no LOUCA. 
Na verdade a minha confissão de fé transparece bastante em minhas poesias, sempre tem uma dose de coisa de crente. Tudo bem, essa sou eu, tô mostrando o que tô vivendo e essa ARTE me faz ver ainda mais de Deus em mim, isso me deixa sorrindo, sabe?!

Dessa vez, quis parar.
Quis ficar nas entrelinhas, e você pode pensar o que quiser, afinal de contas, ARTE é pra isso, a gente sempre faz uma coisa, e a pessoa pensa outra. Sempre inventa-se a coisa que nem sempre tem essa pretensão toda de fazer sentido... é, mas eu busco fazer sentido, eu busco ser entendida, quero tudo bem explicado, bem direitinho, pingos nos is, essas coisas...

Mas, meu amigo, te digo que... a poesia não poderia se entregar se eu não tivesse a deixado livre em meu coração... Ela disse:  
''-Acalma essa mulher, chama aquela menina que escrevia mesmo sem saber escrever, aquela que sonhava com as ruas de ouro do céu, aquela que pulava e cantava fazendo uma festa sozinha, chama aquela menina solitária que na verdade estava muito bem acompanhada e sabia. Eu quero ela.''

Assim me diz a poesia. Toda vez que tento arrumar um jeito de robotizar as coisas, ela diz: 
''Acalma, chama a menina, olhe para dentro de si e me veja.''

E ela vem. A menina não precisa ser compreendida...
Ela nem quer. 
Ela só quer fazer poesia.
Ela ama, por isso sofre como o velho Quintana:

Um poeta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam os seus versos.

A menina sente tanto,
Tanto mais que não se vai.
Ela fica comigo fazendo as tarefas do dia-a-dia.

A verdade é que perdi alguns passos pela vida sim. Fiz escolhas e perdi coisas e pessoas. Perdi conceitos e verdades que não eram absolutas (é).
A verdade é que fui transtornada pelo furacão chamado medo, pela fúria das águas da angústia. Quase me fui.
A verdade mais bonita de todas é que fui mudada.
E cambaleando pela avenida, como que embriagada, mas não de vinho, nem de poesia, nem de virtude (Adeus Bukowski) fui parar onde menos queria ou esperava.
E finalmente no começo da vida, na largada pra grande corrida...
Me vi, pela primeira vez... totalmente sozinha, totalmente solta, totalmente louca.

Quero ser assim pra sempre.
E acabei de me confessar de novo...

Mas você pode e deve fazer sua reeleitura.

2 comentários:

  1. Tenho algumas escritas na agenda,kkk
    Muito lindo seu texto.

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  2. Poesia é vida! HAHAH, obrigada Van! Um super beijo!

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