terça-feira, 15 de outubro de 2013

15.10.2013 e sem chuva

pare e comece a pensar.
pare de julgar, temer e sofrer.
pare com essa sina de escolher ser uma ilha.

_ninguém é uma ilha_

e mesmo que grite, que chute, que me arranhe e me deixe.
eu de leve, pegarei suas mãos e direi suavemente, outra vez, não esqueça:
- mesmo que queira fugir meu bem, você não é uma ilha.

e se acalme
chore sua raiva se for preciso, mas chore mesmo, chore até seus olhos doerem, até sua cabeça tontear, chore até enjoar e sorrir por qualquer piada sem graça que eu fizer no momento do alívio (porque sempre chega o momento do alívio).

se acomode.
revise sua bagunça.

e então perceba amor,
que fora esse seu turbilhão, há um globo girando e girando e girando.
ele também é você.
você é ele.
você ESTÁ no mundo.

suas atitudes refletem coisas ao seu redor...
na melhor das hipóteses será você ser minha inspiração para escrever.
na pior será... o que será?
quem pode saber?

o certo é que estamos todos aí.
eu estou aqui.
e não secarei enquanto não for colhida daqui.
meu latim não tem fim.

quero te ajudar, mas também não sei como.
...dizendo:
o que você plantou?
- de novo essa história, lição de moral. não aguento esse baixo astral.
-mas aguenta o tranco, aguenta o solavanco dessa condução que não pára.

ela vai pra frente, viu bem?
a vida, meu bem, pra frente.
ela segue.
você deve seguir.
-e como?

não tem jeito, não tem demonstração.
essa viagem é sua.

vê se aprende.
e cresce.
você precisa.

e eu preciso.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

eu também sobrevivi ao temporal, moça!


Precisava ver o mundo com meus olhos e sentir toda dor que já estava prevista acontecer.
Precisava estar no meio da multidão, olhar ao redor e me sentir completamente sozinha.
Precisava ouvir muitas vozes e sorrir por muitas coisas, mas me sentir vazia.
Precisava fazer sofrer meu coração, morrer aos poucos com o gelo que circundava toda minha vida.
Precisava - quase - desacreditar do Amor.

Não ouvir mais os sábios conselhos.
Cair.
Mergulhar.
No meio da água, do vento e da confusão que se instalou dentro de mim..


Pra entender que só Ele tem o que a minha vida precisa: PAZ.

Em seus braços eu pude olhar de longe todo lamaçal em que me envolvi, ver a sua cruz e pedir perdão.
E receber do meu Amado o que sempre esperei receber de tudo que busquei.

Apesar dos medos.
Apesar do ''mas''.
Apesar de tudo.
Me lançar para fora.
Ter Ele aqui dentro.

e enfim constatar que eu também:

Sobrevivi ao temporal

Vivi e sonhei
Acordei, Vi a ferida ali,
O buraco, o vazio
Chorei de dor, senti o frio

Caí na dura real
Não sabia se era esse o normal
Não se pode voltar tão atrás,
Cacos que não se ajuntam mais

O que senti não sei definir tão bem
Sei que muitas, muitas vezes chorei
Corri pra Deus, senti a confusão, vasculhei o coração
Deixei a raiva sair, pedi para entrar o perdão

A tempestade que veio em cheio me atingiu,
Arrastou, levou muito de mim,
Mas se não fosse assim seria eu quem sou ?

Se era o mal a intenção, não destruiu meu coração
Não quero achar que é normal
Só o que sei, estou aqui,
Sobrevivi ao temporal

*Nunca uma canção falou tanto de mim.

sábado, 5 de outubro de 2013

Palavra Viva.


''Quanto a você, porém, permaneça nas coisas que aprendeu e das quais tem convicção, pois você sabe de quem o aprendeu. Porque desde criança você conhece as Sagradas Escrituras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para correção e para instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.''
2 Timóteo 3: 14-17

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

memórias póstumas do eu.

Quando pensava em Você
imaginava um sol e um mundo inteiro
pensava nas nuvens e no seu esplendor.

As estrelas brilhando
e os pássaros cantando
era Você quem trazia o colorido da primavera.

Eu pensava que era longe
e isso doía meu coração
eu batia na porta e desistia, toda vez...
eu sofria.

E quando eu olhava de longe
pensava que som era esse
que vento soprava afinal?
a minha fé me confundia.

Toda vez que O via sangrando de Amor
me amedrontava
porque minha sujeira me acusava
e pensava: não mereço, não quero vê-Lo.

Eu estava sem chão
estava longe
como aquela criança na calçada
olhando pro nada
pensando em fugir
pensando em morrer.

*memórias de uma morte lenta e calma do ego meu.

nunca mais sozinha.

todos foram
e eu fiquei

mas eu não corro para alcançar seus passos
apenas olho para a solidão
e o coração manda avisar 
nasce um sorriso em minha boca


porque eu sei que Deus está comigo.

ampulheta.

_ Quando nascemos vem junto uma ampulheta gigante escrito nosso nome.
_A areia é da nossa cor favorita e os enfeites ficam por nossa conta.
_Alguns tem suporte de madeira ou ferro...

_A única coisa em comum é que um dia o último grãozinho cai e ninguém sabe quando ou porque...

_Só Aquele que estava junto desde o princípio desenhando as ampulhetas.
_Mas acho que isso é muito complicado.
_É tipo aquelas histórias que a gente só entende de verdade no final mesmo.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

moinho.





''Ouça-me bem amor,
preste atenção, o mundo é um moinho,
vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos,
vai reduzir as ilusões a pó.''

*letra dos ''antigamentes'', escrita a sangue, cravado com punhal no coração vagabundo que não aprendeu a amar. e nessas palavras a verdade sobre o mundo que engole, vomita e pisa em cima. é um moinho muito do mal.


normal.


se quer saber, no fundo, essa bonitinha é uma pessoa normal,
ela sente frio, sente sede, e chora.
na sua casa, seu refúgio particular, esse engravatado é normal,
tem dor de barriga, canta no chuveiro e tem medo que a amada vá embora

_normais, são todos normais_

ela tenta me provar que é mais, é capaz
o que eu vou fazer?
eu falo normal
ironizo normal
e conto meus defeitos, porque sou normal.. sei que você também é assim:

uma pessoa normal
com sentimentos normais
medos normais
uma vida normal

um corpo normal
com esquisitices normais
instintos normais
perguntas normais
pensamentos normais

você sangra, como eu
e de noite cansa, como eu
porque isso é absolutamente normal.

ele pensa ser algo mais com sua cara, com seus títulos em demasia,
pensa estar acima por causa dos troféus, dos diplomas..
mas já está tão triste e perde a razão porque não tem o que quer, e isso para seres humanos como nós, é normal.

normal é tudo isso que cheira a comum, é simples, bizarro e louco.
super natural.

correr na chuva/derrubar pratos
viajar sem malas/dançar sozinho
ficar vazio/sentir raiva
gritar bem alto/deixar pra lá
desistir/insistir
perceber que a vida, é sopro
e vale a pena.


Pai, afasta de mim esse cálice.


''E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.''
Mateus 26:39


Uma das características do caráter de Cristo: 

SINCERIDADE

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

23 de setembro, 2013.


eu precisa de algo para vencer aquela dor

precisava de motivos, vontades, SOSSEGO.

nada mais me importava além do desfecho...


eu queria me desesperar!!!

_não consegui_

cai em profunda alegria, me traí.

traí a minha solidão amarga/ meu medo da vida
rompi com aquela que eu era.

foi uma força sobre-humana
um salto, eu sei...
doeu o coração abandonar-me!

o fim foi trágico e minha melancolia não cessou ao confessar.


ainda sinto espasmos da doença de que fui curada, mas é diferente... porque quando acaba sinto vontade de sorrir.


não por loucura, muito menos por desleixo ou fuga da realidade:

_eu estou viva, E MUITO VIVA_

a solidão já não é tão sufocante
e essa cicatriz é esperança.

eu esperava o desfecho
mas...

acabei encontrando o ponto final.

OBS.: foi uma bagunça meus pensamentos hoje, sobrou os rascunhos e uns sorrisos, pra contar depois:

FIM, TCHAU.